Após um procedimento cirúrgico, especialmente os estéticos, um dos maiores receios dos pacientes é que a cicatriz não evolua bem e acabe prejudicando o resultado final. Cuidar da cicatriz é essencial para que o resultado estético seja alcançado.A fisioterapia especializada utiliza condutas mais adequadas para tratar os tecidos em cicatrização.A cicatrização faz parte de um processo natural do corpo, onde apenas auxiliamos a impulsionar com técnicas adequadas e com manejo correto. Vale lembrar que o resultado final de um cicatriz depende de como foi realizado seu pós operatório e de fatores genéticos e técnica cirúrgica adotada.
Talvez você já tenha ouvido de alguém que a fita de silicone é uma “dica infalível” para conseguir uma cicatriz perfeita. Mas será que ela é indicada para todos os casos?
Na verdade, a fita de silicone não é recomendada para qualquer cicatriz ou paciente. Esse recurso é útil porque oferece uma leve compressão na área da cicatriz, sendo ideal para cicatrizes que apresentam sinais de hipertrofia (elevação).
Já para cicatrizes novas ou que não apresentam hipertrofia, a compressão pode não ser adequada. Como essas cicatrizes ainda não têm resistência suficiente, a pressão da fita pode, na verdade, fazer com que se alarguem, prejudicando o resultado estético.
Por isso, o uso da fita de silicone deve ser sempre indicado e acompanhado por um profissional.
A contenção das cicatrizes pode ser uma excelente estratégia para ajudar a mantê-las mais finas, promovendo um resultado estético mais agradável. Para cada tipo de complicações na cicatriz como citadas a abaixo existem condutas especificas e abordagens de tratamento diferentes e direcionadas.
Por que é importante manter a cicatriz sob contenção?
A formação de cicatrizes hipertróficas – que são elevações na pele muitas vezes confundidas com queloides – ocorre principalmente devido a um desequilíbrio entre as forças internas (intrínsecas) e externas (extrínsecas) que atuam na cicatriz.
Para manter esse equilíbrio e favorecer a cicatrização, durante o tratamento fisioterapêutico, é essencial controlar as forças mecânicas ao redor da cicatriz. Uma opção eficaz para alcançar esse equilíbrio é o uso de contenção.
Essa contenção pode ser realizada com micropore ou taping.
Entre as complicações comuns das cicatrizes, destacam-se:
1. Cicatriz hipertrófica:
Caracterizam-se por serem elevadas e tensionadas, mas limitam-se à área original da lesão. Muitas vezes, são confundidas com queloides.
2. Cicatriz queloide:
Um queloide é o crescimento excessivo de tecido cicatricial que ocorre após lesões, cortes ou cirurgias. Trata-se de um problema benigno, sem risco para a saúde, mas que envolve a produção descontrolada de tecido, ultrapassando os limites da ferida original. Diferente das cicatrizes hipertróficas, que permanecem restritas ao local, os queloides podem continuar crescendo e exigem acompanhamento específico.
Vale lembrar que queloides e cicatrizes hipertróficas não são o mesmo: enquanto o queloide cresce além dos limites da cicatriz, a hipertrófica se mantém restrita e tende a responder bem a tratamentos apropriados.
3. Deiscência de cicatriz:
Refere-se à abertura de um ou mais pontos da cicatriz, que pode ocorrer por reação inflamatória, infecção ou movimentação excessiva. A fisioterapia desempenha um papel importante no controle da deiscência, ajudando a promover a cicatrização adequada.
4.Aderência de cicatriz: A aderência de uma cicatriz ocorre quando há falta de mobilidade entre os tecidos, levando à retração do tecido e prejudicando tanto a estética quanto a funcionalidade das camadas superficiais e profundas.
A fisioterapia conta com recurso manual no qual é muito eficaz no tratamento dessas aderências, ajudando a restaurar a mobilidade dos tecidos e aprimorar o resultado estético.
Dentro da minha consulta eu possuo um arsenal de estratégias que utilizo para promover a sua recuperação mais rápida, eficiente e sem causar dor.
Eu vou conduzir esse processo cicatricial e ajudar o seu corpo a desempenhar esse papel da melhor maneira possível.
Ingrid Alves
Fisioterapeuta
Tratamento especializado em pós-operatório
CREFITO 10 – 363782/F
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia.