Já é consenso entre os profissionais sérios da área da saúde e também pesquisadores que a drenagem linfática manual (DLM) não é a ferramenta terapêutica mais indicada como tratamento no pós-operatório imediato de cirurgia plásticas. Mesmo assim, muitos pacientes ainda fazem a drenagem na tentativa de reduzir o inchaço causado pelo trauma cirúrgico. A própria Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) recomenda que o pós-operatório seja realizado por FISIOTERAPEUTAS ESPECIALIZADOS, e que estes utilizem abordagens e ferramentas que tenham comprovação científica para o tratamento. Portanto, já sabemos que a drenagem linfática manual não possui evidência que funcione no pós operatório.
Após a cirurgia temos um edema (inchaço) muito grande na região e nas proximidades de onde ocorreu o trauma cirúrgico, e por isso surge o pensamento de que é necessário realizar sessões de drenagem linfática, muitas vezes os pacientes optam por sessões diárias e também seguidas de pacotes intermináveis com a crença de que o inchaço possa diminuir o mais rápido possível.
Mas essa abordagem á incorreta e insuficiente! O trauma cirúrgico danifica os vasos linfáticos e eles ficam interrompidos até sua nova formação, por este motivo a drenagem neste momento não é indicada.
Os vasos linfáticos danificados e interrompidos não vão comprimir seu papel e coletar os líquidos em excessos e você além de permanecer inchado (a) pode estar comprometendo o resultado da sua cirurgia por não fazer o tratamento ideal.
A formação de novos vasos linfáticos ocorrem após 14 dias, o que chamamos de linfangiogênese.
Desta forma, além da drenagem linfática não te ajudar a desinchar e o estímulo mecânico no tecido feito através de uma drenagem mal conduzida pode não ser o mais adequado, gerando assim muitas complicações.
Alem disto, vale salientar que realizar somente drenagem linfática no pós operatório é totalmente insuficiente! No pós operatório precisamos levar em conta aspectos funcionais importantes para obter um resultado estético satisfatório!
A sensação de bem estar após a drenagem linfática tem explicação!
Essa “sensação” ocorre por estímulos neurofisiológicos nos receptores da pele que causam uma deliciosa impressão de relaxamento. E por esse motivo você se sente bem após a drenagem linfática.
MAS SE FAZ BEM MAL NÃO FAZ ?
O ideal é você investir em um tratamento com fisioterapeuta que utilize uma abordagem especializada em reparo tecidual, pois entre o pós operatório e a reabilitação existem várias coisas para tratar durante esta fase de recuperação e não apenas o inchaço.
Você precisa entender que estímulos errados em momentos errados durante as fase de cicatrização podem gerar complicações e retardo na cicatrização e isso diminui a chance de ter um resultado estético como esperado.
Além disso, o tratamento não sendo realizado da maneira mais efetiva pode acabar evoluindo ainda mais para outras complicações, como as temidas fibroses!
O papel do fisioterapeuta especializado na reabilitação pós cirúrgica é de fundamental importância para obtenção dos resultados satisfatórios e redução dessas complicações.
IREI TRATAR O PACIENTE DE FORMA INTEGRAL, promovendo uma reabilitação funcional dos tecidos e do corpo!
Tudo isso através de técnicas e recursos melhores e mais efetivos para te ajudar a desinchar e que consequentemente ajudarão na redução da dor, diminuição de roxos, diminuir as limitações de movimento e evitar as possíveis e temidas complicações.
Então, são por estes motivos que não faz sentido resumir o seu pós operatório em realizar somente a drenagem linfática!
Por fim, é de extrema importância compreender que a drenagem linfática manual tem a sua importância para tratamento de algumas condições como os linfedemas e para o relaxamento e bem estar.
Esta postagem tem a intenção de mostrar que a drenagem linfática manual no pós operatório imediato não é o recurso mas indicado.
Ingrid Alves
Fisioterapeuta
Tratamento especializado em pós-operatório
CREFITO 10 – 363782/F